quarta-feira, 18 de junho de 2014

Retomada da indústria naval brasileira




Do blog "Fatos e Dados", da Petrobras

"A indústria naval brasileira vive uma retomada, especialmente devido às nossas encomendas. Uma nova "curva de aprendizado" foi incorporada pelos estaleiros nacionais para recuperar a competitividade e a produtividade. Para se ter uma ideia desse crescimento, no período entre 2012 e 2020, teremos investido US$ 100 bilhões na indústria naval brasileira. Hoje, os estaleiros brasileiros, que quase não tinham encomendas até os anos 2000, já têm a quarta maior carteira de encomendas de navios do mundo. Em 2003, havia dois estaleiros em operação no Brasil e um desativado. Atualmente, há dez estaleiros de médio e grande porte em atividade e mais quatro em construção, todos com projetos nossos em suas carteiras.

Essa retomada se reflete também no número de empregos. Em 2003, o setor empregava cerca de 7 mil pessoas no Brasil, e hoje emprega 80 mil. Até 2017, serão gerados mais 25 mil novos empregos, segundo estimativa do "Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore" (Sinaval).

Temos oito FPSO (navio-plataforma que armazena, produz e transfere petróleo) em construção, mais quatro cascos em conversão (transformação de um navio cargueiro em FPSO) no Brasil, além de 16 módulos e integração para 16 FPSO, 28 sondas de perfuração e 40 navios-tanque. Há encomendas para esses estaleiros até 2020. O "Estaleiro Inhaúma", no Rio de Janeiro, é um exemplo. Como havia o desafio de operar um estaleiro que estava totalmente paralisado há dez anos, assumimos as obras de revitalização necessárias para receber as nossas encomendas - quatro navios estão sendo convertidos no estaleiro.

Todos os projetos são executados dentro da regra de conteúdo local, que é uma determinação da "Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis" (ANP) para que bens e serviços usados na construção naval sejam em grande parte de origem nacional. Um exemplo é a construção de oito cascos com 70% de conteúdo nacional no "Estaleiro Rio Grande", no Rio Grande do Sul, e a construção de 18 sondas de perfuração em cinco diferentes estaleiros com um aumento do conteúdo local de 55% para 65% , sendo um tipo de equipamento nunca antes feito no país.

Temos a política de conteúdo nacional como instrumento de gestão que, junto ao "Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural" (PROMINP), tem sido grande agente responsável pela revitalização da indústria naval brasileira".


FONTE: do blog "Fatos e Dados", da Petrobras

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